Bombeiro adopta Husky Siberiano que salvou

Os Bombeiros Voluntários da Aguda foram sábado chamados para o salvamento de um cão preso, há três dias, num silvado. O animal cedo conquistou Nélson, um dos envolvidos no resgate, que se prontificou a adoptá-lo.

“Ontem de manhã [anteontem], fomos chamados a S. Félix da Marinha por pessoas que diziam ouvir latidos, há já três dias, vindos de um silvado”, contou Nélson Lemos, bombeiro no quartel dos Voluntários da Aguda há dez anos. Já no local, a equipa verificou que se tratava de um husky siberiano, sem qualquer identificação, que havia ficado preso no meio da vegetação.

“Mal se conseguiu soltar veio logo ter connosco. Vinha um bocadinho desorientado, magro e com muita sede, mas foi logo muito meigo”, explicou o mesmo bombeiro. Como é costume, segundo Nélson, o caso foi comunicado à GNR que se dirigiu ao local para recolher o cão.

“Disseram-me que o iam levar para o canil de Gaia, à espera que o reclamassem, mas, no caso de ninguém o fazer em breve, que tinham de abatê-lo. Foi nesse momento que perguntei se podia ficar com o bicho porque, sabendo disso, não tive coragem de o deixar ir”, explicou.

Até ao momento ninguém reclamou o animal, embora Nélson confesse que caso isso acontecesse, mesmo só tendo passado dois dias, já ia sentir “a falta dele”. “Se fizeram prova de que o cão lhes pertence e se eu vir que o animal vai fazer alguém feliz aí deixava-o ir. Mas com muita pena minha”, admite. “Entretanto já lhe estou a montar uma casa nova para morar”, adianta o dono adoptivo.

Duas crianças que brincavam com o cão perto do quartel, no momento em que o o novo dono falava ao JN, cedo sugeriram um nome quando lhe perguntámos como se ia chamar. “É Bombeiro, não é Nélson?”, gritaram com entusiasmo.

Nélson, por seu turno, não se mostrou ainda decidido: “Eles chamam-lhe assim porque já cá tivemos um labrador preto que era “Bombeiro” e porque acham piada ao nome, mas na verdade ainda não decidi”.

Provisoriamente baptizado, o “Bombeiro” já foi avaliado pelo veterinário mas está bem de saúde. O husky siberiano, de olhos azuis e cerca de dois anos e meio, aparentava apenas alguma magreza, desidratação e pequenas feridas, resultado do tempo em que esteve preso no silvado.

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