Bombeiro adopta Husky Siberiano que salvou

Os Bombeiros Voluntários da Aguda foram sábado chamados para o salvamento de um cão preso, há três dias, num silvado. O animal cedo conquistou Nélson, um dos envolvidos no resgate, que se prontificou a adoptá-lo.

“Ontem de manhã [anteontem], fomos chamados a S. Félix da Marinha por pessoas que diziam ouvir latidos, há já três dias, vindos de um silvado”, contou Nélson Lemos, bombeiro no quartel dos Voluntários da Aguda há dez anos. Já no local, a equipa verificou que se tratava de um husky siberiano, sem qualquer identificação, que havia ficado preso no meio da vegetação.

“Mal se conseguiu soltar veio logo ter connosco. Vinha um bocadinho desorientado, magro e com muita sede, mas foi logo muito meigo”, explicou o mesmo bombeiro. Como é costume, segundo Nélson, o caso foi comunicado à GNR que se dirigiu ao local para recolher o cão.

“Disseram-me que o iam levar para o canil de Gaia, à espera que o reclamassem, mas, no caso de ninguém o fazer em breve, que tinham de abatê-lo. Foi nesse momento que perguntei se podia ficar com o bicho porque, sabendo disso, não tive coragem de o deixar ir”, explicou.

Até ao momento ninguém reclamou o animal, embora Nélson confesse que caso isso acontecesse, mesmo só tendo passado dois dias, já ia sentir “a falta dele”. “Se fizeram prova de que o cão lhes pertence e se eu vir que o animal vai fazer alguém feliz aí deixava-o ir. Mas com muita pena minha”, admite. “Entretanto já lhe estou a montar uma casa nova para morar”, adianta o dono adoptivo.

Duas crianças que brincavam com o cão perto do quartel, no momento em que o o novo dono falava ao JN, cedo sugeriram um nome quando lhe perguntámos como se ia chamar. “É Bombeiro, não é Nélson?”, gritaram com entusiasmo.

Nélson, por seu turno, não se mostrou ainda decidido: “Eles chamam-lhe assim porque já cá tivemos um labrador preto que era “Bombeiro” e porque acham piada ao nome, mas na verdade ainda não decidi”.

Provisoriamente baptizado, o “Bombeiro” já foi avaliado pelo veterinário mas está bem de saúde. O husky siberiano, de olhos azuis e cerca de dois anos e meio, aparentava apenas alguma magreza, desidratação e pequenas feridas, resultado do tempo em que esteve preso no silvado.

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Entrevista aos criadores “Bukharin” – Husky Siberiano

Mariana Lese Hoffmann é proprietária do afixo “Bukharin”, criadora de siberian huskies à muitos anos no Brasil, é sem dúvida uma das grandes criadoras da “nova geração”! Além de ser uma grande amiga minha e uma pessoa que muito admiro, é uma das criadoras que conheço que maior dedicação demonstra em relação à raça siberian husky! Fruto de uma excelente filosofia, de trabalho bem orientado ao nível do estudo exaustivo de linhas de sangue e de uma vocação nata para trabalhar esta raça, Mariana tem ao longo dos anos atingindo metas assinaláveis com os seus exemplares.


O nome Bukharin é conhecido em todo o mundo como uma referência em termos de qualidade e os seus cães dão nas vistas onde quer que vão! Através desta pequena entrevista, vamos ficar a conhecer melhor esta criadora de siberian huskies e o afixo “Bukharin

1-Há quantos anos é criadora desta raça e o que a levou a escolhe-la?
Mariana- Ganhei meu primeiro Siberiano dos meus pais – depois de muito choro e insistência – quando eu tinha 12 anos. E PRECISAVA ser um Siberiano, não queria outra raça. Não sabia nada sobre standard nem sobre pedigrees, mas descobrimos um rapaz que tinha alguns Siberianos em nossa cidade e tinha ninhadas freqüentes. Meu primeiro Siberiano se chamava Pólo e não tinha pedigree.

Faleceu ainda cachorro vítima de parvovirose. Não sabíamos nada sobre cuidados e o criador nos vendeu o cachorro sem vacinas e nem nos orientou sobre a necessidade de aplicá-las. Éramos completamente leigos. Pólo era negro diluído e tinha olhos azuis. O interessante é que os Siberianos que mais tinham chamado a minha atenção até então eram vermelhos (areia) e de olhos castanhos, então posso afirmar que não foram os pelos cinzentos semelhantes aos do lobo e os belos olhos azuis que me fascinaram à primeira vista. Foi algo além disso. No final de 1994, aos 13 anos de idade, comecei a criação com afixo registrado. Considero a minha escolha por esta raça como uma atração natural, pois apesar de na época já conhecer muitas raças, fosse através de revistas, livros, TV ou ao vivo, os Siberianos exerciam um magnetismo quase sobrenatural sobre mim (e exercem até hoje), mesmo sem conhece-los muito bem aquele tempo.

Quando passei a conviver com eles, todo esse fascínio inexplicável começou a tomar uma razão: além de sua beleza exterior, os Siberianos são limpos, travessos, inteligentes, sensitivos, cúmplices e leais. Considero-os uma parte de mim, como um órgão vital. É incrível a capacidade que têm de comunicar-se com um simples olhar, de arquitetar planos mirabolantes para alguma travessura – o fazem para seu simples prazer ou para chamar nossa atenção, de amar as pessoas e outros cães – cuidam um do outro e de seus donos com um afeto imenso. São cães brilhantes, têm um cérebro privilegiado. Não se submetem aos humanos, não são seus escravos, e é neste sentido que são independentes.

2-Como define o siberian husky ideal?
Mariana- O Siberiano ideal é aquele que atende a todas as exigências do padrão da raça, ou seja, que possui um movimento correto, uma estrutura proporcional e balanceada, uma bela cabeça, que seja resistente, saudável, enfim… O standard fala diversas vezes em moderação. Precisamos acostumar nossos olhos para não aceitarmos nem exageros nem fragilidades. Mas adicionado a tudo isso, o cão ideal deve ser aquele cão único, que nos arrebata profundamente com suas atitudes, virtudes, sensibilidade e lealdade.

3-Se tivesse que escolher um siberian husky à imagem do seu exemplar ideal, qual seria?
Mariana- Aquele descrito na resposta anterior.

4-Qual foi a filosofia adoptada para os excelentes resultados obtidos ao longo dos últimos anos com esta raça enquanto cinófila?
Mariana- Um criador deve buscar conhecer as linhagens e, assim, fazer as escolhas certas. Isto é uma porção importante da receita para uma boa criação. Tendo tal conhecimento, podemos saber o que temos nas mãos, como manejar nossas linhas, driblando possíveis problemas e fixando o que desejamos a cada geração. É importante deixar a “cegueira de canil” e o orgulho de lado, e sermos críticos de nós mesmos. Devemos ter claramente delineados os nossos objetivos para não nos deixarmos levar pelo que os outros dizem, porém, ouvindo aqueles que consideramos mais sábios que nós e que podem contribuir com suas orientações para nosso desenvolvimento como criadores. Escolher os cruzamentos certos pelas características do cão e pela sua linhagem, nunca optando por determinado cão pelos títulos conquistados em exposições. Acredito no poder das fêmeas e no quanto elas contribuem para o patrimônio genético de uma criação. Os machos devem ser eleitos criteriosamente para complementa-las. Oriento-me no método de cruzamentos em linha (linebreeding), pois é o caminho que considero ideal para fixar as boas características e esculpir um estilo próprio de criação. Considero o cruzamento muito fechado (inbreeding) arriscado, tanto para doenças hereditárias quanto para a fixação de características ruins. O cruzamento totalmente aberto (outcrossing) só faz sentido para mim se, futuramente, se possa voltar àquela linha em linebreeding.

5-Qual a sua missão enquanto criadora de siberian huskies?
Mariana- Criar cães saudáveis em todos os sentidos, com bom temperamento e habilidade para o trabalho, buscando a perfeição junto ao padrão da raça e unindo a isso um estilo próprio, produzindo cães de excelente estrutura, movimentação correta, cabeças bonitas. Acredito em um plantel especialmente selecionado, com prioridade à qualidade e nunca à quantidade. Prefiro ter poucos cães para dar, a cada um, cuidados e atenção pessoais e máxima qualidade de vida e bem-estar. Minha missão, além disso, é preservar a raça e a integridade destes cães, cuidando do futuro dos Siberianos que nascem em minha casa para que não sejam utilizados em criação de maneira equivocada ou que sofram física ou emocionalmente por qualquer motivo.

6-Qualquer pessoa pode ser proprietária de um “Bukharin”?
Mariana- Não. Buscamos selecionar, entre as pessoas que nos procuram, aquelas que atendam aos nossos objetivos como futuras proprietárias de um Siberiano. Considero-me eternamente responsável pelos cães da minha criação, e procuro acompanhar cada um deles durante toda sua vida. Se houver qualquer problema, fazemos questão em receber nossos cães de volta à nossa casa.

7-Qual foi o exemplar fundador do afixo “Bukharin”?
Mariana- Meus primeiros fundadores foram dois casais de belos cães – Conan, Breeze, Fó e Pepper. Posteriormente, mudei minha orientação como criadora (que persiste até hoje) e meus fundadores da nova filosofia de criação passaram a ser Cinco e Lorena. Estes dois cães ainda me proporcionam a alegria de sua companhia diária, ele com 11 anos e ela com 9.

8-Qual foi o exemplar mais influente do vosso afixo? Fale-nos um pouco dele.
Mariana- Como padreador, o Cinco. Seu nome de pedigree é Casablanca Sweet Boy. Cinco nasceu em Buenos Aires, Argentina, no prestigiado canil Casablanca. Fomos busca-lo quando tinha 5 meses de idade, e desde então, desfrutamos da companhia deste belíssimo exemplar. Cinco fechou rapidamente seu campeonato brasileiro, mas logo decidimos nos afastar das pistas por outros motivos e não continuamos para buscar títulos adicionais para ele. Sem dúvidas, teria sido um cão muito vencedor. Há pouco tempo, seu antigo apresentador veio à nossa casa para uma visita e queria me “matar” por ver o Cinco tão lindo e escondido no nosso quintal! (risos). Como matriz, a minha cadela mais influente foi a Lorena – Kazalimsky’s Lorena O’Bukharin, Lorena nasceu aqui no sul do Brasil e é filha do meu outro cão argentino, Casablanca Crazy Boy (Crazy), já falecido, também vindo do mesmo canil de Buenos Aires. Crazy veio viver conosco já em idade avançada e não tive oportunidade de cruza-lo para ter ninhadas produzidas por ele no Bukharin, por isso guardei seu sêmen. Acredito que ele será uma importante contribuição caso seja possível utilizar seu sêmen com sucesso no futuro, pois reunia características que hoje são difíceis de encontrar em um mesmo exemplar.

9-Qual foi o vosso exemplar mais emblemático?
Mariana- O meu cão mais premiado, Kazalimsky’s Connection (Conan), que venceu muito à sua época, e seu meio irmão, Kazalimsky’s Tunghat Forrest (Fó), pelos feitos em pista como cachorro. Foram cães que marcaram época nas pistas da região sul do país.

10-Qual o exemplar que mais se orgulha de ter sido criado por si?
Mariana- Cada exemplar nascido aqui é muito especial para mim. Tenho a sorte de ter criado alguns belos cães, é difícil escolher apenas um. Pelos feitos em pista, posso citar a cadela que venceu o meu primeiro Best in Show Specialty e que foi a primeira campeã do meu afixo, Bukharin’s First Parcel (Celma), hoje com 11 anos de idade. Alguns anos depois, e já da minha linhagem atual, os primeiros a conquistarem campeonatos em outros países, que acabaram o ano de 2005 como os Siberianos e Nórdicos #1 de seus países e classificados entre os 4 melhores de todas as raças do ranking geral, Bukharin’s Being Bonebar (Osito), na Guatemala, e Bukharin’s Forgo Rules (Fargo), na Costa Rica e Nicarágua.

11-Qual foi o exemplar que maior impacto causou no vosso programa de criação, ao nível da melhoria das características e tipo?
Mariana- Foram dois exemplares que, cruzados entre si, me deram os melhores resultados até o momento: Cinco e Lorena. Seus filhos já estão se mostrando excelentes reprodutores, o que me dá a esperança real de estar no caminho certo. De nada adianta criar uma bela geração e não obter frutos à altura nas gerações seguintes.

12-A introdução de linhas de sangue novas na criação ajudam a enriquecer o património genético e a introduzir determinadas características nos exemplares de uma criação. Dos exemplares que utilizou nos últimos anos, qual foi o que melhores resultados conferiu aos seus cães?
Mariana- Faço minhas escolhas baseadas tanto no fenótipo quanto no genótipo, uma coisa não é possível sem a outra. Nunca deixo de prestar atenção especial para a genealogia de um cão. Ao olhar apenas para um indivíduo, se vê somente uma porção dos seus genes, aqueles que se apresentam exteriormente, no fenótipo. Alguns genes ocultos que ele carrega podem ser vistos fisicamente nos pais, nos irmãos e nas irmãs. Quando se trabalha com cruzamentos em linha, por exemplo, é imprescindível também ter conhecimento de quem são os avós, os bisavós, mas, especialmente, aqueles cães nos quais estamos baseando tal cruzamento e que estão sendo “repetidos” em um mesmo pedigree. Por isso é tão importante conhecer a família de um animal antes de utiliza-lo na criação. Sempre busco melhorar os resultados a cada ninhada, a cada nova geração. Considero meus melhores resultados aqueles que obtive nos últimos anos, que foram os descentes dos meus cães atuais, já citados.

13-Qual a sua opinião sobre o panorama actual da raça no Brasil?
Mariana- Na década de 80 e início dos anos 90, a raça teve uma grande popularidade no país. A procura por cachorros era imensa, e havia muitos criadores. Quando as pessoas se deram conta de que um Siberiano não é um cão para qualquer um, que não é qualquer tipo de animal de estimação, que exige certos cuidados para sua manutenção segura, que é um cão de matilha, já havia uma quantidade enorme de Siberianos abandonados nas ruas ou sendo devolvidos para seus criadores (na melhor das hipóteses). Os proprietários, que pagavam qualquer valor por um cachorro, não davam importância e simplesmente os deixavam à própria sorte, não agüentavam suas travessuras, uivos de solidão e escapadas por falta de espaço. Criar Siberianos passou a não ser mais um negócio lucrativo, por isso muitos abandonaram a raça, pararam de criar, ou migraram para raças mais lucrativas. Atualmente restaram poucos criadores ativos no país, talvez somente aqueles verdadeiramente ligados e apaixonados pela raça. No Brasil, temos o problema da distância física entre a maioria dos criadores – o país é de tamanho imenso. São muitas exposições simultâneas no país em um mesmo final de semana e, sendo tão poucos criadores e expositores da raça, dificilmente um criador da região sul se confrontará em pistas com um criador do nordeste, por exemplo. Não há um número significativo de exemplares em uma mesma exposição. Os cruzamentos entre cães de distintos criadores também não têm sido uma prática comum, em grande parte pelo mesmo motivo – distância física. Assim sendo, é difícil dizer que a raça tenha um estilo homogêneo no país.

14-O que acha que deveria ser feito no sentido de melhorar a criação dos exemplares do seu país?
Mariana- Os criadores poderiam ampliar um pouco mais sua consciência visando o futuro de suas criações, fazendo planejamento em longo prazo, mantendo mais exemplares importantes de suas criações para si para formarem seu patrimônio genético. Talvez precisariam ser feitas mais algumas importações de linhagens sólidas, que pudessem dar alguma homogeneidade ao plantel nacional.

15-O que acha do nível dos exemplares criados na Europa?
Mariana- Na Europa, existe uma facilidade imensa de intercâmbio entre criadores devido a proximidade entre os países e por existem muitos criadores ativos. Isso só ajuda a crescer o gráfico do nível de qualidade do plantel. São visíveis as distintas linhagens européias (apesar da maioria ser baseada em linhagens norte-americanas), e é importante se ater a isso na hora de eleger o que se quer criar.

16-O que acha dos exemplares criados em Portugal?
Mariana- Dentre os poucos criadores que conheço, me parece que cada um deles têm uma criação bem orientada, objetivos bem definidos, apesar de distintos entre cada criador. É possível distinguir cada criação devido ao estilo bem homogêneo que cada um tem conseguido fixar em suas criações.

17-Existe algum exemplar Europeu que gostasse de utilizar na sua criação?
Mariana- Existem excelentes exemplares na Europa, e certamente utilizaria alguns se pudesse criar em linha no futuro.

18-As exposições caninas são importantes para si?
Mariana- As exposições são uma diversão, um espetáculo à parte, que pouco têm a ver com a criação. Ultimamente tenho assistido a algumas poucas exposições, e a maioria dos cães da minha criação que está vencendo em pistas atualmente é de propriedade de terceiros. Muitas vezes um cão inferior com excelente temperamento de pista e bem preparado vence sobre um cão estruturalmente superior e com melhor movimentação. Muitos árbitros não têm todo o conhecimento necessário sobre a raça para julga-los melhor que o próprio criador. Um cão que vence hoje pode ficar obsoleto nas pistas em 2 anos, porque as tendências da moda mudam a cada estação (risos). Eu crio de acordo com minha orientação e procuro não seguir modismos para vencer em pista. Tenho muito claramente o cão perfeito na minha mente e tenho buscado por ele em minha criação. A prioridade é minha criação, e creio que uma exposição só pode ser importante se cão e dono estiverem felizes e desfrutarem juntos alegremente o evento.

19-Na actualidade, qual o seu siberian husky favorito?
Mariana- Considero vários cães lindos, mas a maioria deles conheço apenas por fotos. A internet é uma ferramenta que nos proporciona conhecer cães dos quatro cantos do mundo mas, geralmente, os vemos estáticos, congelados na foto. Não estaria sendo justa ao escolher um único cão sob essas condições, visto que um Siberiano deve mover-se com perfeição para cumprir com seu papel.

20-O que acha do trabalho desenvolvido ao nível do Clube do Husky Siberiano de Portugal?
Mariana- Não conheço muito o trabalho do clube, somente acompanho via internet os resultados e fotos das monográficas que parecem ser muito bem organizadas com bom número de exemplares em pista.

Mariana- Bruno, gostaria de agradecer publicamente a oportunidade dada por ti para respondermos a esta entrevista, e fazer com que assim, algumas pessoas possam conhecer um pouquinho sobre nossa criação. Temos mais algumas informações no nosso site, http://www.bukharinsiberians.com, e estamos à disposição para responder qualquer dúvida ou prestar esclarecimentos pelo email bukharin12345@hotmail.com. Muito obrigada!!

Esta entrevista foi realizada por um administrador do fórum dos amigos do Husky Siberiano, que juntamente com este blog tenta promover e sensibilizar as pessoas, sobres estes belos amigos que são os Huskys Siberianos.

Viste já o fórum: http://huskysiberiano.queroumforum.com/index.php

Novo visual do blog dos huskys

Ora viva,

Depois de algum tempo afastado por motivos profissionais e outros projectos que iniciei, a nível particular como hobbie, chegou a vez de dar uma nova cara a este blog e o tornar mais agradável a quem o visite, e o optimizar para uma melhor visualização, independentemente de usar um browser IE, Firefox, Opera, Chrome…

Espero para a próxima semana ter o novo layout pronto e a migração dos artigos efectuada, o dominio será o mesmo.

Espero com estas mudanças vir de encontro dos desejos dos muitos visitantes diários e que juntos consigamos dar ainda maior destaque a estes belos amigos, que são os huskys siberianos. Eu da minha parte irei fazer o que estiver dentro das minhas possibilidades para ajudar os huskys siberianos e os seus lideres, cada vez mais.

Se tiver alguma sugestão do que devia ser implementado neste blog dos huskys siberianos, não hesite, envie já a sua sugestão.

Envie as suas noticias

Tem uma noticia sobre Huskys Siberianos?

Quer escrever um artigo sobre os huskys Siberianos?

Quer partilhar uma fotografia do seu Husky Siberiano?

Envie já para: clubehuskysiberiano@gmail.com

Espero pelo seu feedback…

Husky Siberiano – O Resgate Clipe

Microship

A Identificação Electrónica é um dos meios usados desde
há 15 anos no continente europeu para diminuir a perda ou roubo de cães e gatos, consistindo na colocação sob a pele do animal de um microchip com um número de identificação único no mundo registado em uma base de dados que tem o seu contacto. Muito eficaz em caso de furtos
ou perdas de animais.

O microchip tem as dimensões aproximadas de um bago de arroz não constituindo incómodo para o animal.Podem ser colocados em cães, gatos, animais exóticos e aves. Este chip é colocado de forma indolor com uma agulha lateralmente ao pescoço do animal tornando impossível a sua detecção ( excepto com o uso de um leitor próprio) e remoção.

Existem duas bases de dados presentamente em Portugal.

1-(SIRA) No caso da base de dados do Sindicato dos Médicos Veterinários ( SIRA), aquando do desaparecimento de um animal, efectuada uma comunicação ao Sindicato dos Médicos Veterinários que emite uma circular com o nº do chip e os dados do animal desaparecido a todas as clinicas veterinárias tornando impossível a passagem indetectada do mesmo por uma delas, desde que essa tenha o leitor de chips.

2-(SICAFE) Foi criado pelo Estado o Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE), que estabelece as exigências em matéria de identificação electrónica de cães e gatos, enquanto animais de companhia, e o seu registo numa base de dados nacional Com a publicação dos Decretos-Leis n.o 312/2003, 313/2003, 314/2003 e 315/2003, de 17 de Dezembro, e respectivas portarias complementares em fase de publicação, estabelecem-se novas regras para a detenção de animais de companhia, tendo em vista, nomeadamente, reforçar a protecção dos animais, prevenir e combater o seu abandono, controlar a detenção de animais perigosos e potencialmente perigosos e reforçar as medidas sanitárias.

Do referido conjunto legislativo, merece-nos particular destaque o Decreto-Lei n.o 313/2003 que cria o Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE), no âmbito do qual se estabelece a obrigatoriedade de identificação electrónica de cães e gatos e o seu registo numa base de dados nacional, condição que se torna obrigatória, a partir de Julho de 2004, para todos os cães utilizados em acto venatório, entre outros.

O método consiste na introdução, sob a pele do animal, de um microchip contendo um código de identificação de leitura óptica, o qual passará a constar de uma base de dados nacional, onde constará também a identificação do seu detentor. Pretende-se, assim, estabelecer, de forma inequívoca, a relacionação entre o animal e o detentor, tendo como principal objectivo a prevenção do abandono de animais.

A partir de 1 de Julho de 2004, devem encontrar-se devidamente identificados todos os cães utilizados em actos venatórios, bem como os cães perigosos ou potencialmente perigosos, tal como definido em legislação própria, e os cães em exposição, para fins comerciais ou lucrativos, em estabelecimentos de venda, locais de criação, feiras, concursos, provas funcionais, publicidade ou similares.

Estabelece-se, também, na referida legislação, que a identificação deve ser efectuada a partir dos 3 meses de idade do animal (entre os 3 e os 6 meses quando se trata de um animal jovem) e só pode ser efectuada por um médico veterinário, através da aplicação subcutânea de uma cápsula no centro da face esquerda do pescoço. Depois de identificado o animal, o médico veterinário deve preencher uma ficha de registo, em triplicado, e pôr a etiqueta com o número de identificação do animal no respectivo boletim sanitário, bem como no original, duplicado e triplicado da ficha de registo.

O original e o duplicado da ficha de registo são entregues ao detentor do animal, permanecendo o triplicado na posse do médico-veterinário que procedeu à identificação. A identificação dos cães e gatos poderá ser efectuada em regime de campanha, se assim for determinado pela Direcção-Geral de Veterinária, anunciando através de Aviso a publicar no Diário da República, os moldes em que a mesma decorrerá, devendo as Direcções Regionais de Agricultura publicitá-la na área da sua respectiva jurisdição, por meio de editais a afixar em locais públicos, de forma a permitir a sua ampla divulgação.

À campanha de identificação são aplicáveis, com as necessárias adaptações, as disposições da Portaria n° 81/2002, de 24 de Janeiro, relativas à vacinação anti-rábica em regime de campanha. Após a identificação, deve ser efectuado o registo do animal, no prazo de 30 dias, na junta de freguesia da área de residência do detentor, mediante apresentação do Boletim Sanitário de Cães e Gatos e entrega do original ou duplicado da ficha de registo prevista no Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE), ambos devidamente preenchidos por médico veterinário.

O acto de registo consiste na introdução na base de dados nacional do SICAFE dos elementos de identificação do animal e do detentor que constam da Ficha de Registo, bem como de outros campos previstos na base de dados. A morte ou desaparecimento do cão deverá ser comunicada pelo detentor ou seu representante, nos termos do disposto no SICAFE, à respectiva junta de freguesia, sob pena de presunção de abandono, punido nos termos do disposto no Decreto-Lei n° 315/2003, de 17 de Dezembro.

A transferência do titular do registo é efectuada na junta de freguesia, que procederá ao seu averbamento no Boletim Sanitário de Cães e Gatos, mediante requerimento do novo detentor, competindo à junta de freguesia efectuar as actualizações na base de dados nacional.

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Melhor comentário de 2007

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Comentários do leitor

De: Anelí
Título: Um grande e eterno amor
Comentários:

Em setembro de 1989 ele chegou na minha casa vindo de um canil quase morto, com bicheira nas duas patas dianteiras (mais de 100 bichinhos) além de descalcificação e falha nos pêlos.
Não comia nem bebia água e estava condenado.

A única coisa que fiz por ele foi dar água em uma seringa e colocar um pouquinho de carne moída em sua garganta. Como um milagre na manhã seguinte ele estava em pé e foi tratado com muito amor e carinho enquanto se recuperava da doença. ele ainda não era meu, apenas de coração. Assim que ele estava se recuperando foi vendido para um senhor que era de portugal, que depois de alguns dias o devolveu pois o achava um cão muito feio e maltratado.

O dono do canil tentou vende-lo por vários meses, nesse meio tempo eu ia buscá-lo nos finais de semana para ficar em minha casa. sempre que ele voltava para o canil ele ficava doente, tinha diarréias, não comia, mas quando vinha passar uns dias na minha casa ele melhorava. eu ainda não sabia o nome dele de registro, então começamos a chamá-lo de bundão, pois tinha uma linda pelagem na sua trazeira que parecia neve fofa.
Passaram-se meses nessa tentativa do canil vende-lo, até que um dia o dono do canil me ligou perguntando se eu queria ficar com ele, pois ele já tinha passado da época para venda, e era um cão que não serviria para procriar. Na mesma hora eu aceitei e fui buscá-lo. descobrimos no seu registro que seu nome era alison, mas acho que ele não gostava do nome, pois só atendia mesmo por bundão. bundão se tornou meu maior companheiro, nos piores e melhores momentos de minha vida ele esteve ao meu lado.
no nascimento da minha primeira filha marina ele estava comigo, e assim que ela chegou em casa ficou em pé ao lado do cesto dela e chorando, como se estivesse vendo a coisa mais linda do mundo. na minha segunda gravidez fiquei muito doente, quase morri, e ele ainda estava ao meu lado. Quando as gêmeas nasceram lá estava ele. Quando uma das gêmeas morreu, foi ele que suportou meu choro durante meses. sempre alegre, nunca ficava doente, nunca me deu trabalho. lembro quando ele entrava dentro da bacia de água e saía correndo molhando toda a casa. lembro quando ele ia me acordar de manha, pulando na minha cama e tirando minhas cobertas para brincar. quando roubou a parte de cima de meu biquini e fiquei p. Da vida com ele. no dia do meu noivado ele roubou um frango assado inteiro do almoço, teve um dia também que roubou meia peça de presunto de cima da mesa da cozinha. bundão amava peixe, muitas vezes comprávamos sardinhas frescas para ele se lambuzar. ele amou minhas filhas da mesma maneira que eu o amava, retribuindo todo o amor e carinho que ele sempre recebeu.

O tempo foi se passando e ele sempre lindo e alegre, foi ficando velho por fora, mas no seu interior ele sempre continuava uma criança. há aproximadamente 6 anos apareceu um tumor em seu ânus, e um veterinário queria operar, mas nessa cirurgia ele perderia o esfincter e achei que sua vida ficaria muito curta após esse problema; foi quando procurei outro veterinário o dr. Eduardo, que sugeriu um outro tratamento com hormônios femininos para a redução do tumor, mas já sabendo que estes não iriam desaparecer por completo, apenas se atenuarem. Foi o que resolvi fazer, pois sempre tomei todas as decisões a respeito do bundão. há cinco anos já achava que ele viveria pouco, pois lentamente ele estava envelhecendo por fora, fiz uma tatuagem enorme com a cara dele nas minhas costas que ficou linda para homenageá-lo.

Continuamos o tratamento, e nesse meio tempo eu tive uma doença que me levou a uma cirurgia, e, ainda assim ele estava ao meu lado. no mesmo dia que fiz minha cirurgia em campinas, um de seus tumores do rosto estourou e ele também entrou na faca. Mas quando eu voltei do hospital após uns 10 dias ele já estava bem para ficar ao meu lado enquanto eu me recuperava. ele foi ficando surdo, sua visão já não estava muito boa e suas pernas também já não suportavam tanto seu peso. Mas mesmo assim ele estava ao meu lado. Continuou com o tratamento contra o câncer, que agora ao invés de tomar o medicamento a cada 7 ou 8 meses passou a toma-lo em períodos cada vez mais curtos, de até 45 dias.

Mesmo assim continuava forte. por vezes eu lhe aplicava injeções para dores nas pernas e ele melhorava um pouco. quando se sentia disposto até descia as escadas de casa para ir ao jardim, mas a idade estava vencendo aquele espírito jovem que me acompanhava. todo ano que passava eu pedia para que ele passasse mais uma data comemorativa comigo, um natal, um dia das mães, um aniversário. dia 13 de abril foi meu aniversário, e ele estava ao meu lado, pois queria muito ele comigo nesta data. Minha filha mais nova perguntou o que mais eu tinha gostado em meu aniversário e eu disse que foi a presença do bundão e pediu para que eu fizesse um pedido pela data, eu disse no ouvido dele que ele já podia ir embora com muita dor no coração. depois do dia 13 ele piorou muito. Só se levantava com ajuda e andava com apoio.

Tinhamos que lava-lo diversas vezes ao dia, pois não segurava mais seu xixi nem seu cocô. na sexta feira foi o ultimo dia que ele aceitou a ração, no sábado de manhã fiz carne moída com arroz, a qual foi sua ultima refeição, comeu apenas um pires, já não conseguia mais beber água, tinha que dar água em uma seringa, como no dia em que ele chegou em minha casa. antes de dormir tive uma crise de choro muito grande, pois olhando para ele imóvel, eu via aquele cãozinho bebê que tinha vindo para alegrar a minha vida nos ultimos 17 anos, achei que ele não amanheceria naquele domingo. Mas ele era muito insistente. no domingo eu tomei a pior decisão de minha vida, liguei para o dr. Eduardo sacrificá-lo, foi muito difícil aceitar esse destino para ele, ainda mais eu, que acho uma atrocidade o sacrifício de um ser que não sabe decidir por ele mesmo. resolvi esperar ainda o domingo para ver se deus o levava sozinho, sem sofrimento.

Mas deus não me ouviu. levantei várias vezes para deitar ao seu lado nesta noite, cada vez que deitava ao seu lado ele abanava o rabo bem fraquinho, mas já não conseguia mais nem levantar a cabeça e nem abrir totalmente os olhos. chorou duas vezes a noite, pois queria fazer xixi e uma fez tinha se sujado e não conseguia mais levantar. as oito horas da manhã de hoje (18/04/2005) eu levei meu amado bundão rumo a sua libertação (?!), fiquei do seu lado até o último bater de seu coração.

Mas está difícil conceber esse ato, que não consigo discernir se foi de crueldade ou apenas de libertação daquela alma tão jovem que estava presa naquele corpo que insistia em envelhecer. este relato é para pedir perdão e dizer que ele sempre foi muito especial na minha vida! perdão meu amigo amado, espero que deus um dia me permita te encontrar novamente para poder te abraçar e correr ao teu lado. Te amo!… “fim do comentário”


Não podia passar sem dar um destaque…por mais que leia, não me canso…Bem hajam a todos os amigos…